Arquivo | dezembro, 2011

Entrevista de Emprego de Arquiteta

11 dez

Em homenagem ao dia do Arquiteto vou contar essa que aconteceu comigo na minha última visita ao Rio no mês de setembro desse ano.

Era dia se semana, todos trabalhando e eu combinei de almoçar com minha amiga Mévia (que não via há mais de um ano), no centro do Rio.

Quase na hora do almoço, fato comum dos habitantes locais, Mévia me ligou para falar que estava bem atrasada e que certamente chegaria mais para o final da tarde.

Fui então matar meu tempo no Saara (equivalente a Rua 25 de março de São Paulo).

Atendendo todas as encomendas de bugigangas que me haviam sido feitas, me transformei num ser muambeiro carregando muuuitaasssss sacolinhas pretas que continham, uns 3 kg de elásticos de cabelo, tic-tacs, piranhas de cabelo, necessaire, rodinho de pia, bijouterias,  sombrinhas com foto do Cristo Redentor, enfim, todos esses itens de primeira necessidade que se compra em “avenidas comerciais” desse estilo.

Mais ou menos umas 5 horas da tarde Mévia chega no nosso ponto de encontro, próximo ao prédio onde ela tinha uma entrevista de emprego.

Mévia é arquiteta e apesar de ser linda também, não se parece nem um pouco comigo, é um pouco mais nova do que eu, mas em razão da minha carinha de baby, óbvio que nem parece.

Pausa para uma nota explicativa: Prezados Leitores, perdoem meu excesso de “falta de modéstia” na descrição comparativa das personagens, mas tudo isso faz parte do tratamento para os problemas psicológicos que esse fato me causou.

Apesar da fome, antes do nosso almoço, fomos para a entrevista de Mévia. Subi com ela no milionésimo andar do prédio e minha intenção era ficar esperando na recepção enquanto ela era entrevistada em algum lugar reservado do escritório de arquitetura.

Tocamos a campainha, abre uma Senhora arquiteta, que é a própria entrevistadora. E ao adentrar no local nos deparamos não com uma recepção, mas com a própria sala de reuniões, com uma mesa enorme cheia de cadeiras em volta.

Mévia se apresenta e em seguida me apresenta: “Essa é minha amiga Juliana.”

Eu percebo que a entrevista vai ser exatamente naquele local e peço licença para mim e para minhas 50 sacolinhas do Saara, para descer e esperar no hall do prédio. Mas a entrevistadora, praticamente me mandar ficar. Como sou obediente, fiquei.

Sentamos todas na mesa de reuniões (a entrevistadora, Mévia, eu e as 50 sacolas pretas) e enquanto Mévia era entrevistada eu só pensava se estava certo aquela sala de reuniões no lugar da recepção.

Imaginei Mévia trabalhando ali, fechando um contrato importante com um cliente VIP e o estagiário chegando no meio da reunião com uma caixa de esfihas do Habib’s, ou, pior, comendo um pacote de Cheetos Bolinha e infestando a sala de reuniões com cheiro de vômito…

Como não entendo nada de arquitetura, me recolhi na minha insignificância e fiquei ali tentando fazer cara de árvore para não atrapalhar minha amiga e certa de que devia haver uma entrada de serviços para o estagiário (podia ser uma escada pendurada para fora do prédio).

Entrevista concluída, pelo que senti arrasamos e a vaga certamente era nossa (naquele momento eu estava me sentindo uma equipe de arquitetas).

Fomos almoçar, as 5:30 da tarde, rimos muito da situação e ficamos aguardando o resultado da nossa entrevista.

Nunca ligaram pra Mévia, nem pra falar que ela não tinha sido aprovada, como haviam prometido.

Depois de um mês mais ou menos da data da entrevista, uma outra amiga nossa, que também é arquiteta e que trabalha com a dona do escritório onde Mévia fez a entrevista, ficou sabendo o porquê da não aprovação.

A Entrevistadora disse que não podia contratar Mévia porque ela tinha levado a MÃE para fazer entrevista com ela.

Mãeeeeeeeee?????????????????????????????????????!!!!!!!!!!!!!!!!

Só podia ter vindo mesmo de uma arquiteta que coloca a sala de reuniões no lugar da recepção…

Hoje Mévia trabalha num escritório que tem uma recepção espaçosa e muito bem decorada e uma sala de reuniões linda e reservada.

Não sei se Mévia me odeia, porque de certa forma a fiz perder aquele emprego, mas eu tenho minha consciência tranquila por ter impedido ela de sujar o currículo naquele escritório de ambientes equivocados.

Cobogós Chiquérrimos do Nobre e da Dani - interessados acessem: http://www.elementov.blogspot.com/

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Kátia Flávia da Repartição

7 dez

Oi Pessoal!!!

Apesar de minha falta de disponibilidade de escrever aqui, no dia 05/11 comemoramos 1 ano de blog, com mais de DEZ MIL ACESSOS!!!!! EEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE!!!!!

Sei que não é um número alto de acessos para o mundo cibernético, mas o nosso blog é totalmente caseiro, não é atualizado com tanta frequência (vergonha!!!!)  e só os mais íntimos sabem que ele existe e aparecem por aqui. Por isso, mesmo assim, estou muito feliz com os nossos números, principalmente porque 10 mil é coisa do passado, atualmente já temos mais de ONZE MIL ACESSOS!!! 🙂 🙂 🙂

Pra comemorar, vou contar uma história que estava “começada” no meu arquivo há tempos, mas estava aguardando um momento especial para ser concluída e publicada.

Tícia, uma senhora casada, mãe de família, titular de um cargo público cobiçado de uma respeitável instituição pública do país, e para atiçar ainda mais o mal agouro das invejosas de plantão, por sorte do destino, Tícia nasceu linda e gostosona.

Embora tenho um corpo escultural, devido as formalidades do seu ambiente de trabalho, Tícia mantém em seu guarda roupa peças clássicas e na medida do bom gosto, recatadas.

Sexta-feira, “casual day”, Tícia resolveu colocar sua calça skinny, que embora pudesse tranquilamente entrar na classificação: “recatada”, para não marcar (e não “pagar cofrinho”), Tícia tinha que usar ela com uma calcinha bem pequena. E para essas ocasiões Tícia usava uma especial que havia ganhado do maridão: um indecente fio dental de cor pink.

Tícia havia provado a calça no dia anterior e guardou novamente na gaveta, mas naquele dia não achou a calcinha indecente que acompanhava o traje. Como representava “um quase nada”, Tícia decidiu que ela não faria falta e foi trabalhar com a calça sem a calcinha.

Não sei se todas as mulheres já tiveram uma experiência dessas, mas quando se sai sem calcinha, a mulher tem a sensação de que todos estão olhando e sabendo o que rola (o que não rola) por debaixo da roupa.

E com Tícia não foi diferente, durante o dia todo teve a sensação de que todo mundo olhava pra ela e sabiam que ela estava sem nada por baixo.

Mas tudo transcorreu bem, exceto pelo fato de que no meio da manhã teve a sensação de algo estranho tocando sua canela, algo tipo um rato. Olhou… não era nada… e ficou tudo bem.

Saindo para o almoço, Tícia caminhava faceira em direção ao carro pelo piso branco, recém reformado, da repartição pública onde trabalhava. E na direção oposta se aproxima um casal de idosos, que olhavam fixamente pra ela de forma estranha, segurando sacolas de mercado nas mãos.

Quando se aproximaram de Tícia, a Senhorinhaa derruba propositadamente uma das sacolas de mercado no chão e quando Tícia vira pra trás para ajudar, vê no meio do pátio branco, reluzindo, sua calcinha fio-dental pink.

A calcinha estava solta dentro da calça skinny (era o mesmo objeto que roçou a canela de Tícia durante a manhã) foi descendo pela perna. Tícia desfilou durante o trabalho com uma pedaço dela saindo por umas pernas por um bom tempo (daí o olhar do povo)  e bem no meio do pátio da repartição, no centro das câmeras de segurança, sob testemunha dos velhinhos, a calcinha caiu pra fora totalmente.

Tícia tentou voltar para pegá-la, mas o segurança da repartição foi mais rápido, surgiu do nada e resgatou a calcinha do meio do pátio.

Tícia correu para o estacionamento e ficou lá chorando e pensando nas possibilidades que poderiam estar acontecendo naquele momento, como de os seguranças estarem vendo as filmagens das câmeras de segurança para tentar descobrir a dona da calcinha. Só sossegou depois que conversou com a sua chefe, que garantiu no meio da crise de riso (enquanto Tícia ainda chorava), que as imagens das câmeras de segurança só são liberadas quando há indícios de crime.

Tícia passou os dias seguintes rezando pela paz no ambiente laboral, para que não acontecesse nada que justificasse a liberação das imagens das câmeras de segurança. E suas preces foram atendidas!

Passado o período de tensão, as colegas de trabalho de Tícia tomaram conhecimento do ocorrido e hoje ela é conhecida como a Kátia Flávia da Repartição.

Calcinha da Sorte