Arquivo | outubro, 2011

Como perder o Noivo na Lua de Mel

30 out

Gente, essa é muuuuito chique!

Minha amiga Caia, uma mulher moderna, profissional de sucesso, linda, requintada, foi passar a lua de mel com seu Noivo em Dubai.

De acordo com as regras de etiquetas para turistas em Dubai, Caia preparou suas malas com vestidinhos conservadores, não justos para não marcar o corpo, de cumprimento pouco abaixo do joelho e mangas que cobrem o ombro para não ferir os costumes muçulmanos (era desaconselhável, para mulheres usar calças e bermudas).

Quanto as vestimentas, até em então Caia não viu nenhum problema, mas quase teve um colapso nervoso, quando desembarcando no aeroporto de Dubai viu que no documento do seu visto de entrada no país, constava como sua ocupação: dona de casa.

Chegando lá, muito luxo, muito ouro… e no melhor estilo Sex and City II, durante a estada no local, o Casal tinha a sua disposição um MORDOMO e um MOTORISTA.

Embora chique, o Noivo era excêntrico e queria se inteirar do “modus vivendi” dos habitantes locais.

Apesar dos protestos de Caia, num dos passeios dispensaram o motorista e o taxi (que é muito barato lá), para fazer o percurso de metrô e ônibus, como bons nativos, dubaienses.

Os metrôs em Dubai, são atrações turísticas a parte. Ultra, mega modernos, construídos por um concessionária japonesa, têm vagões femininos, masculinos e mistos. Os dois entraram juntos num vagão misto e ao descer ainda tinham que pegar um ônibus.

Caia estava usando um de seus vestidinhos conservadores, deixou seus documentos no bolso do Noivo, não levou bolsa, apenas dinheiro e cartão que estavam na sua “money belt” (espécie pochete para carregar dinheiro), que estava por baixo do seu vestido.

No ônibus, há lugares separados para homens e mulheres, elas entram pela porta da frente e eles pela porta de trás.

Assim que chegou o ônibus Caia entrou pela porta da frente, distraída, olhando tudo com curiosidade. O Noivo entrou pela porta de trás e ao ler o letreiro se deu conta que estava no ônibus errado e desceu, Caia não viu.

Quando Caia encontrou um lugar e sentou, olhou para fora pela janela e viu seu Noivo na calçada fazendo sinais para ela descer. O ônibus estava arrancando e Caia precisava pagar para descer.

Caia ficou desesperada, não sabia se o crime de não pagar o ônibus equivalia ao roubo/furto, que era punido com o corte das mãos, mas sabia que se arriscasse pagar o ônibus, levantando seu vestido para pegar o dinheiro, certamente sairia de lá direto para o apedrejamento, deixando seu Noivo viúvo em plena lua de mel. Sendo que naquele momento o que ela mais queria era ficar viúva matando ele com as próprias mãos.

No seu desespero Caia foi falar com o motorista e ele acabou parando para ela descer.

O Noivo sobreviveu, mas naquele momento acabou para sempre a sua excentricidade, os passeios de ônibus foram vetados pelo bem do matrimônio.

*Caia (cedida do seu arquivo pessoal)

Axilas II – Comercial de TV

16 out

Pessoal,

Ainda sobre o tema anterior lembrei de um outro “ocorrido”.

Mévia, uma grávida lindíssima, foi chamada para fazer um comercial de TV.

Nem sabia do que se tratava, mas aceitou o convite de imediato pensando na fama, poder e glória de uma carreira no mundo da TV.

No dia marcado, chegou no local e se deparou com uma multidão de pessoas que também participariam do comercial. Descobriu que se tratava de uma propaganda sobre o Círio de Nazaré.

O Círio de Nazaré é uma manifestação católica, que acontece no Brasil, em Belém do Pará, no segundo domingo de outubro. Os fiéis fazem uma espécie de procissão e alguns carregam objetos fazendo pedido ou em agradecimento a alguma graça alcançada. (para maiores informações, por favor “googlem”)

O figurino de Mévia era um vestido longo de alcinha que destacava a sua barriguinha de grávida. E a função da sua personagem era andar na procissão segurando uma casinha na cabeça.

Demoraram muito tempo até arrumarem todos os aproximadamente 60 “peregrinos” com suas roupas e objetos que teriam que carregar.

Treinaram por diversas vezes, Mévia andando com a casinha na cabeça de um lado pra outro e lá se foi a manhã.

Sob o Sol escaldante da tarde iniciou-se a gravação.

No meio do trajeto a diretora do comercial começa a berrar: “-Pára! Pára! Pára!” Chama a maquiadora e dá as instruções.

Todos os 60 figurantes parados tentando saber o que estava errado, quando a maquiadora se dirige até Mévia e começa a maquiar suas axilas.

Mévia quis morrer naquele momento. Nunca soube o que estava errado com suas axilas, que ao contrário de Tícia do post anterior, sempre mantém sua depilação em dia e jura que sequer estava suada.

No comercial a personagem de Mévia apareceu por menos de 5 segundos e ela ganhou merreca depois de tanto trabalho e a vergonha de ter uma axila que precisa de maquiagem.

Desistiu pra sempre da carreira no mundo da TV e hoje é uma profissional bem sucedida em outro ramo.

foto tirada no banheiro feminino de um restaurante em Gramado

Nota Explicativa para os MENINOS leitores: Axila: é uma parte do corpo feminino que equivale ao correspondente “SOVACO” do corpo de vocês

Axilas

13 out

Queridos!!!

Faz tanto tempo que nem sei por onde começar…

Fiquei emocionada, por saber que mesmo eu não dando as caras por aqui há mais dois meses, todo mundo continuou acessando o BLOG. Obrigada Galera!! Espero que todos tenham colocado suas leituras em dia, fiz essa pequena pausa justamente pra isso. 😉

Pra recomeçar, vou contar uma história que resgatei hoje dos meus arquivos mais antigos e ri muito por lembrar desse fato que aconteceu há muito tempo, com 2 amigas minhas.

Caia e Tícia moravam em cidades distantes e combinaram de ir para praia num certo final de semana. Mulheres de negócios, sempre ocupadíssimas, tinham uma vida muito corrida.

Na sexta-feira, depois do trabalho, as duas foram direto para praia, pois a noite tinham combinado uma baladinha de rock imperdível.

Como Caia morava mais perto, chegou antes e aproveitou as horas restantes para fazer o seu dia de princesa. Fez banho de creme no cabelo, máscara para o rosto e depilação com seu aparelhinho do roll-on. Depois fez um mega sandubão e ficou pronta esperando Tícia chegar.

Tícia chegou quase meia noite, toda esbaforida, morrendo de fome e louca pra cair na balada. Enquanto Caia preparava um sandubão para ela, Tícia foi se preparar para o banho.

Durante os atos preparatórios para o banho Tícia se deu conta de que tinha esquecido da depilação que tinha marcado para depois do trabalho, onde iria arrancar os pelos das axilas que já estava cultivando por um tempo, só pra poder depilar com cera.

Berrou do banheiro chamando Caia para ela lhe emprestasse uma gilete, mas Caia não tinha.

Caia foi então buscar seu aparelhinho de roll-on.

Para que os leitores do sexo masculino, que não são muito familiarizados com o tema, possam entender cabe explicar que o aparelho de roll-on é um apetrecho elétrico onde você encaixa um “tubo” de cera fria. Ele derrete a cera e você vai passando na pele a ser depilada por meio de um rolo. Depois você cola um papel (próprio para isso) e puxa. Tira a cera, os pelos e algumas vezes a pele também.

Depois de tudo preparado, a cera já quente, Caia se deu conta de que os papeizinhos para arrancar a cera haviam acabado. Tícia entrou em desespero e disse que não ia mais sair. Pois só havia levado para a viagem blusinhas sem mangas e nenhuma delas iam cobrir os seus pêlos axilares.

Caia foi até o quarto, vasculhou, vasculhou e vasculhou e finalmente encontrou uns retalhos de um vestido de festa junina, bem coloridos e teve a brilhante ideia de usar os retalhos no lugar do papel para tirar a cera. Tícia topou.

Certa de que daria conta do trabalho, Tícia pediu para ser deixada sozinha na intimidade de seus pêlos.

Minutos depois estava berrando do banheiro pedindo o socorro da amiga.

Caia chegou la e viu a cena lamentável de Tícia com o braço erguido, as axilas numa cor misturada entre o roxo de hematomas e o azul do pano descolorido que fixou na pele, muita cera ainda grudada e um pedaço do pano que não descolava.

Com muito esforço e muito óleo pós depilatório, conseguiram tirar o pano e boa parte da cera, mas ficaram os roxos, o azul e a maior parte dos pêlos.

Muito inteligentes, mesmo após a tragédia ocorrida com a primeira axila, as duas amigas, em consenso fizeram o mesmo na outra. E é lógico, obtiveram o mesmo resultado: uma axila colorida e cheia pêlos.

Inconformadas, há 1:00 hora da manhã decidiram sair mesmo assim. Combinaram de pegar um taxi e parar na primeira farmácia que tivesse pelo caminho, para comprar uma gilete. A ideia era que Tícia iria se depilar no banheiro da balada, assim que chegasse.

Há 1:00 hora da manhã, obviamente, não encontraram nenhuma farmácia aberta no caminho. E aquelas alturas do campeonato não iriam mais desistir da balada.

Tícia vestida com uma regatinha, com as axilas machucadas, coloridas e peludas,  fez muito sucesso na balada, dançou e beijou um gatíssimo que conheceu naquela noite.

Foi maravilhoso, mas ele não ligou no dia seguinte…

Homenagem de Tícia ao Cristo Redentor - 80 anos de braços abertos