Arquivo | julho, 2011

Amigo pra Caracas!!!

30 jul

Oi Pessoal!!

A história de hoje foi “encomendada” por uma maluca que queria ver a publicação numa data especial: 20/07, Dia dos Amigos. Infelizmente projetos paralelos me impediram de cumprir a missão na data correta.

Mas, como na minha opinião todos os dias são dias de amigos… não há melhor data para se contar essa história, senão hoje mesmo.

Aproveitando… agradeço a existência dos MEUS AMIGOS!!! OS MELHORES DO MUNDO!!!! 😀 😀

 

Mévia passava por uma daquelas fases horríveis da vida, não tinha nada, nem ninguém, cheia de problemas, se sentia feia, chata e gorda.

Numa noite de início de semana para arrancá-la do pré-suicídio, seu Amigo a levou para um happy hour num barzinho.

Chegando lá encontraram alguns conhecidos e se sentaram junto a mesa deles.

Mévia, que não estava afim de muito papo com os meros conhecidos, depressiva mas não burra, se sentou em frente a um pequeno Deus Grego, para poder ficar quietinha, admirando a paisagem.

Enquanto isso o Amigo se entretinha conversando com os outros presentes no local.

Mas como tudo estava dando errado na vida de Mévia, logo o Paisagem foi embora e ela foi obrigada a se socializar com o restante do povo.

Quando Mévia já estava quase esboçando os primeiros sorrisos o estabelecimento fechou e todos foram mandados embora do bar.

O Amigo fez que ia pra casa, mas para a surpresa de Mévia, saiu do caminho e se dirigiu para uma rara baladinha que funciona na cidade no início da semana, com banda ao vivo.

Saindo do carro o Amigo faz um desafio a Mévia: “- Quem beijar por último paga a conta!”

Assim que entraram já puderam perceber que no local tinha 90% de homens.

Mas ainda que as probabilidades de êxito estivessem mais favoráveis para Mévia, não seria nada fácil não pagar a conta,  pois o Amigo a havia levado para um lugar de rock pesado e as figuras cabeludas presentes no local, não faziam muito o tipo de Mévia.

Pegaram suas bebidas, o combustível para dar início a missão praticamente impossível para ambos e sairam para fazer o passeio de reconhecimento.

No meio do percurso os Amigos são parados por uma pessoa e quando Mévia olha quem é, se depara com o Paisagem que havia ido embora cedo do happy hour.

O Paisagem e o Amigo ficam conversando e Mévia ficou ao lado tentando estabelecer suas metas.

A banda começou a tocar uma musiquinha mais light e DE REPENTE, assim… DO NADA, o Paisagem puxa Mévia para dançar.

Mévia ainda tentava assimilar os acontecimentos, quando mais de repente ainda, o Paisagem lhe tasca um beijaço.

No fim do beijo, Mévia ainda nos braços da Paisagem, procura o Amigo com os olhos para ter a certeza de que alguém estava testemunhando aquele fato. 

Para se certificar que aquilo realmente aconteceu, pediu um minuto pra Paisagem e foi até o Amigo conferir.

No ápice da sua auto-estima, Mévia puxa o Amigo para um canto e pergunta: “Quanto você pagou pra ele ficar comigo?”

O Amigo jura que na conversa que teve com o Paisagem ele havia perguntado se os dois estavam juntos e pediu “autorização” para beijá-la.

Mas até hoje Mévia prefere acreditar que além da sua conta, o Amigo também pagou para o Paisagem lhe beijar. Pois para ela, ser escolhia pelo gostosão local não é nada comparado a ter um AMIGO que pague para que isso aconteça.

Paisagem: vista da Pedra Bonita - RJ

 

Louco por Carro

10 jul

Solucionados os problemas técnicos, já tenho a visão global da tela do blog!!!

Eeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee…

Pra comemorar e em agradecimento a minha assessoria cyber técnica, totalmente masculina, vou contar hoje a história de um Louco de Todo Gênero.

Caio, em uma só frase poderia ser definido como: “o genro que sua mãe pediu a Deus”. Bonitão, saradão,  inteligente, frequentou as melhores instituições de ensino da cidade e foi educado  por uma tradicional família seguidora das regras de moral e bons costumes.

É homem centrado e emocionalmente estável.

Sua loucura? Seu carro.

Todos os que já passaram por sua vida receberam o mesmo tratamento: sempre impecavelmente limpos e organizados (ao contrário do seu quarto), são cuidados como objetos sagrados e enquanto estiverem sob sua responsabilidade permanecem totalmente CASTOS: nem ele, nem ninguém podem comer dentro deles.

Seus carros jamais passaram por um “drive thru”, nem tampouco conheceram um “drive in”.

Certa noite, Caio estava sem seu carro e saiu usando o carro do pai, que por ser da família, recebe dele o mesmo tratamento doentil.

Deixou o carro num estacionamento onde seria manobrado pelos funcionários locais, a quem deveria confiar a chave  (motivo suficiente para lhe retirar a paz de espírito) e foi pra balada.

Quando retornou, algumas horas depois, pediu seu carro e ao entrar nele, imediatamente notou que o tanque de combustível estava 1/4 mais baixo.

A pessoa boa e educada que habita o corpo dele foi imediatamente abduzida e a que ficou saiu do carro com sangue nos olhos se dirigindo, em tom ameaçador, para o responsável pelo estacionamento:

“-VOCÊS SAIRAM COM MEU CARRO!!!!!!????”

O moço negou, mas as provas eram contundentes.

Caio, pensou em chamar a polícia, mas o frio de 2º C o impediriam de ficar esperando a chegada da polícia àquelas horas da madruada, assim  como também o impediram de tirar as mãos do bolso para poder bater com dignidade no sujeito, apenas lhe deu um chute na canela e foi embora furioso.

Já de volta ao carro ligou o som para ouvir suas músicas relaxantes de hardcore, mas começou a tocar um CD de músicas eletrônicas, o que fez seu ódio aumentar: “não acredito que o IDIOTA DEIXOU ESSE CD DE MERDA no meu carro!!”

Fez uma vistoria dos demais compartimentos do carro, para ver se dava falta de alguma coisa, mas não sabia ao certo o que poderia estar faltando, já que o carro não era seu.

Não sentiu falta de nada, mas num dos consoles encontrou um vidro de lança perfume. Naquele momento, ainda tomado pelo ódio, já não sabia se aquilo era mais um presente do sujeito que gastou 1/4 do seu tanque de combustível, ou, se pertencia ao seu pai, que poderia ter acabado de se iniciar no universo dos entorpecentes, depois de toda uma vida no mundo da legalidade.

Já quase chegando em casa, teve um momento de lucidez, parou o carro no meio da rua e desceu para conferir a placa: estava com o carro errado.

Amigos detonando o carro casto de Caio