Arquivo | março, 2011

Viva a cirurgia plástica!

27 mar

Essa vai em homenagem a alguém por quem também sou muito grata, assim como Mévia (talvez não na mesma proporção…)

Hoje posso dizer que Mévia pode ser comparada a Sandy. Mas em sua fase devassa, diria que ela é um pouco mais Paris Hilton.

Uma quase balzaqueana, desesperada para casar, era classificada pelas amigas como semi-virgem-encalhada.

Buscando dar um “up” em sua vida, procurou um profissional habilitado para fazer uma reforma em seu layout. Após a consulta tomou coragem e marcou a cirurgia para colocar prótese de silicone nos peitos.

Como que em um ritual de magia branca da melhor qualidade, na mesa de cirurgia , enquanto lhe são acrescentados os peitos que ela esperava que nascecem espontâneamente desde os 12 anos de idade, vai nascendo junto com cada ML acrescentado, uma nova personalidade (bem mais devassa).

Passados os primeiros efeitos da anestesia já era notável que havia uma nova mulher habitando o corpo recém repaginado de Mévia.

Logo após sair da clínica, quando parou na farmácia para comprar os remédios que lhe foram prescritos, Mévia já notou os primeiros olhares para seus peitos que ainda estavam comprimidos pelas faixas pós cirúrgicas. Como ela não tinha peito, nunca lhe tinha sido dirigido esse tipo de olhar. Sentiu-se realizada, naquele mesmo momento já não pensava mais em casar.

Após a alta médica, em seu primeiro evento social, fazendo uso de um generoso decote, Mévia se deu muito bem. Conheceu um homem interessante e que apesar de morar fora, mantiveram contato e tiveram bons encontros, tanto na cidade dele como na dela.

Assim que fez o primeiro uso da sua nova aquisição corporal, Mévia mandou ao consultório de seu cirugião plástico uma garrafa de vinho e um cartão em total gratidão ao encontro proporcionado pelo excelente trabalho dele.

Para surpresa do cirurgião, na semana que sucedeu ao primeiro encontro, chegou em seu consultório mais duas garrafas, sendo uma de um bom vinho nacional e outro chileno, não havia mais cartão, mas o remetente era de Mévia.

Passaram-se alguns anos e até hoje o Médico recebe em seu consultório, garrafas de vinho de sua cliente.

Nesse último carnaval, conta que recebeu um garrafão de 5 litros de vinho nacional, 1 argentino, 1 chileno, 2 franceses e 3 africanos.

Recentemente ela o procurou porque quer colocar silicone no bumbum, mas eles ainda estão em tratativas, pois o Médico a está convencendo de que vai ser um pouco chato, se ela lhe mandar vinhos todas as vezes que usar o bumbum.

Agradecimentos

25 mar

Gente, depois das manifestações acaloradas pelo comentário do Falecido (que acredito que não seja o mesmo objeto da urticária de Caia) no último post, fiquei mais empolgada ainda pra escrever aqui.

Mas confesso que ainda permaneço semi-dopada sob os efeitos dos antialérgicos que estou tomando e tenho um pouco de dificuldade de pensar.

Pra piorar, hoje fui novamente ao médico e estou proíbida de comer praticamente tudo, até que eu consiga descobrir o que está me causando a alergia (senti um pouco de inveja de Caia que não precisou fazer jejum pra saber de onde vem a urticária dela).

Mas mesmo com meu raciocínio lento, vim escrever, afinal, não posso abandonar meu queridos e fiéis leitores. Considerando, ainda, que já fui muito relapsa esse mês.

Acabei de receber um comentário da leitora Pati que conta que seu “gato” ouviu falar do meu blog no trabalho. Não o conheço, não sei o que ele faz, mas me sinto super orgulhosa por saber que um pessoal fora do meu círculo de amizade, está acessando e curtindo nossas histórias (minhas e das minhas amigas – lembrando que eu só reconto).

Me sinto muito surpresa quando fico sabendo da fama do blog, mas admito (toda metidinha) que isso está ficando cada vez mais comum.

 Na sexta-feira passada, precisei ir na minha sagrada instituição coorporativa, OAB, para pegar meu certificado digital.

Momento utilidade pública: para quem não sabe, os processos em papel já estão deixando de existir e agora estamos entrando definitivamente para universo jurídico digital. Isso já está acontecendo há um tempo e na semana passada levei um bronca, por ser a retardatária do meu escritório que ainda não tinha o tal certificado que permite o acesso aos processos digitais (eu pedia para os colegas acessarem pra mim :D).

Tarde de Sexta-feira, “Casual Day”, estava eu totalmente à paisana, de calça jeans e camiseta preta, sentadinha nas confortáveis cadeiras da nossa instituição sagrada, aguardando os procedimentos para minha inclusão digital. De repente, me passa uma senhora com uma bandeja de folhadinhos de doce de leite, em direção há uma sala que tinha uma placa escrita: Sessão Plenária, onde havia uma movimentação de pessoas muito bem vestidas.

Gente!!!! Eu amo folhado!!! Hesitei por uns dois segundos, mas algo mais forte que eu me fez seguir o prato de folhadinhos.

Quando cheguei ao corredor para onde se dirigiram os folhados, encontrei um amigo, que eu não via há muito tempo e que participa das tais sessões plenárias, e, mais importante de tudo, tinha livre acesso aos doces. Eu sorri pra ele e imediatamente pedi: “me dá um folhado!!!”

Ele, querido como sempre, me levou a sala onde estava sendo servido o coffe break, com os folhadinhos e outros doces, salgados e bebidas, tudo muito requintado.

Enquanto eu imediatamente avancei nos folhadinhos ele começou a me apresentar para todos que estavam a nossa volta, todos advogados do conselho pleno da OAB, contando que eu era advogada (era preciso dizer, eu estava muito mesmo à paisana) e que tinha um blog muito legal. Eu, mastigando, só sorria.

Adorei!! Obrigada Ju!

Obrigada também a todos vocês que prestigiam e recomendam o blog.

Obrigada também àqueles que brigam e me ameaçam quando eu não escrevo.

Mas principalmente obrigada a todos aqueles que contribuiem com as histórias aqui contadas.

Beijos a todos e especiais às Caias, Tícias, Mévias e demais personagens coadjuvantes, que dividem suas loucuras conosco.

Avatar Ju - By Nobre

Urticária – Como curar?

24 mar

E por falar em alergia, lembrei do caso da minha amiga Caia.

Mulher independente, inteligente, linda, magra, corpão, mas como muitas, estava fora do mercado dos comprometidos. E esse fato a deixava totalmente desestabilizada.

Procurou, procurou, procurou… e certo dia achou que a sorte grande tinha batido a sua porta, quando encontrou o namorado que tanto buscou na portaria do seu prédio.

Embora o Sujeito nunca tivesse sido lá grandes coisas, Caia estava radiante com o namoro.

Caia não achava nada estranho que seu namorado reparava muito na sua maquiagem, notava quando mudava a cor da sombra, ensinava como ela deveria usar o delineador, como passar corretamente o rímel. Coisas que normalmente, os homens sequer sabem do que se trata…

Enquanto Caia insistia em achar que tinha encontrado o HOMEM da sua vida, a natureza muito sábia passou a dar sinais de que o desespero dela por encontrar alguém, a tinha deixado cega.

Já nos últimos meses de namoro Caia começou a ter uma alergia que nenhum médico conseguiu desvendar a origem. Todo final da tarde, um pouco antes de Caia encontrar o Namorado, seu corpo se enchia de bolinhas e ela começava a coçar. E nenhum medicamento resolvia o problema.

Se achando uma pobre vítima da aplicação do preceito de que “nada é tão ruim que não possa piorar”, no auge de sua alergia, o namoro acabou.

O sofrimento pelo fim do “amor” durou o tempo necessário para que Caia percebesse que na real gostava apenas do status de estar comprometida e não do objeto do comprometimento.

Recuperada parte de sua sanidade mental, Caia passou a analisar os fatos com mais impessoalidade, e com todo o respeito devido a alguém que, ainda que temporariamente, foi a paixão da nossa vida, Caia desconfia que aquela Coca é na verdade Fanta, mas talvez ainda nem tenha se dado conta.**

A paixão acabou totalmente e Caia já tem um novo e verdadeiro amor.

Mas até hoje, quando vê o “ex” ou qualquer vestígio de coisas que se relacionem a ele, seu corpo se enche de urticária.

Ainda procura um especialista que possa resolver esse problema. Alguém tem alguma indicação?

**LDTG lamentam a quantidade de homens gays no mundo, com uma quantidade tão grande de mulheres solteiras à procura, mas respeitam a opção sexual de todos, inclusive dos nossos falecidos.

Ju, o Retorno!

23 mar

Queridos… VOLTEI!!!

Diante de tantas reclamações e ameças dos meus leitores aflitos com meu sumiço, me sinto na obrigação de explicar a minha ausência.

Há uns três anos atrás eu contrai uma doença, cujo nome só descobri nesta semana através da minha amiga Bere, que sofre do mesmo mal, VOLTISMO (mal que acomete aquele que está viajando e volta pra casa).

Essa doença se manifesta todas as vezes em que volto do Rio de Janeiro para Curitiba.

Nos últimos dias da viagem começam a aparecer os primeiros sintomas: febre, dor de garganta, dor de cabeça e quando chego em Curitiba, tudo piora.

Dessa vez, depois do meu carnaval mega-prolongado de 12 dias, graças a Webjet que me fez perder o avião do dia 14/03,  (senão seriam apenas 11 dias :D), a crise de voltismo foi proporcionalmente maior.

Os primeiros sintomas apareceram no domingo dia 6, logo depois do MONOBLOCO, que encerrou oficialmente meu carnaval de 2011. Depois do bloco, passei o resto dia em repouso, já meio doente, sofrendo para fazer as malas do retorno.

No dia seguinte, acordei as 5 da manhã para pegar o vôo das 7:37. O transcurso Barra/Galeão fluiu muito bem, mas uma anta dono(a) de um Ká preto, conseguiu bater o carro exatamente na entrada do aeroporto (devia ser alguém da Webjet), o que gerou um pequeno engarrafamento, dentro do próprio Galeão. Cheguei no balcão de embarque as 7:00 horas exatamente, e o checking já estava fechado.

Detalhe, um calor de 30°C e eu estava de casaquinho de lã e cachecol, pois não aguentava mais passar frio em ambientes com ar condicionado.

Junto comigo, mais uns 7 colegas de vôo ficaram “pra fora do avião”. Tentamos argumentar, afinal faltava ainda 40 minutos para o avião decolar, mas as atendentes da Webjet, nada simpáticas, se limitaram a informar que para pegarmos o próximo vôo das 20 horas teríamos que pagar a pequena taxa de R$ 300,00 (sim trezentos reais), já que todos ali tinham comprado passagens promocionais.

Desolada, sem forças, doente… fui arrastando minha malinha para um lugar familiar: JUIZADO ESPECIAL.

No caminho notei que meu vôo ainda estava em solo fazendo a última chamada, o que me deixou ainda mais indignada!

Chegando lá (no Juizado do aeroporto) encontrei os outros colegas e nem precisei falar nada, já que estavam todos berrando ao mesmo tempo, reclamando do mesmo problema.

Todos ajuizamos as nossas ações, trocamos cartões para testemunharmos uns para os outros e cada um foi para o seu mundinho.

Ainda arrastando minha malinha, cheguei a derramar uma lágrima, porque eu queria muito, muito, muito mesmo, estar doente na minha casa. Queria a minha cidade, com o meu céu cinza, termômetros marcando 15° C, em pleno verão, para poder justificar o meu casaco de lã, meu cachecol e ainda colocar meias e bota.

Meu estado de saúde não combinava nada com aquele dia lindo. Mas passeando de frescão (ônibus executivo do aeroporto) pelo Pão de Açúcar, Copacabana, Ipanema, vendo o Cristo Redentor ao longe, me senti obrigada a conter as lágrimas. Afinal… eu estava mais um dia na cidade maravilhosa, e deve ser até crime chorar…

No outro dia, acordei ainda mais cedo, e cheguei quase duas horas antes do meu vôo. Deu tudo certo e as 9 horas já estava em Curitiba, sob o céu cinza, temperatura de 10ºC no aeroporto e chuviscos :). Me senti feliz e fui direto para o trabalho, onde me aguardavam um par de botas e meias de lã!!!!  

Toda contentinha e bem quentinha, li alegre todos os 200 emails (200 literalmente)  que me aguardavam no Outlook do email escritório.

Devidamente auto-medicada dos meus tradicionais sintomas do “voltismo”, na terça-feira apareceram as primeiras mutações da doença: tive crise alérgica, fiquei com o corpo cheio de bolinhas que começaram a coçar.

De manhã melhorei e no sábado, dia do meu aniversário, acordei pior. Achei que não faria 34 anos e horas.

Melhorei nos dias seguintes, mas na segunda feira as 22:30 tive a pior crise de todas e fui parar no PS, onde fiquei até 1:30 da manhã tomando remédios na veia.

Ainda estou tomando remédios e só hoje tive condições de voltar a escrever aqui.

Por isso meus queridos leitores, diante do meu atestado médico, espero que não deixem de ler o blog (sofri ameaças quanto a isso). 

Já estou retomando os trabalhos e Caia, Tícia e Mévia, ainda têm muitos “causos” para serem contados.

 

Monobloco - 500 mil pessoas - 13/03/2011

 

Post Recuperado!

10 mar

Viva o Ariel!!!!!!

Ele me ajudou a recuperar o post!!! 😀

“Queridos!

Juro que tentei escrever antes mas foi impossível

Quebrando os meus próprios paradigmas, pela primeira vez estou escrevendo em um computador que não é o meu. Viva!!!! Acho que estou curada de uma das minhas psicoses.

Emendei o carnaval e ainda estou no Rio :). Nesse momento os cariocas (os do meu mundinho) estão todos trabalhando e enquanto eu estou aqui curtindo a ressaca de carnaval e esperando recuperar os movimentos dos meus pés, para continuar “camiando”, “camiando”, “camiando”… atrás dos blocos.

Minhas vindas para cá são sempre muito instrutivas, educativas, terapeuticas e óbvio, prazeirosas… a receptividade carioca é inigualável.

Mas confesso que tenho muita dificuldade em escrever depois das minhas temporadas por aqui, pois perco completamente a noção do que é normal e o que é loucura. E mais ainda em período carnavalesco.

Nessa temporada fui testemunha do maior milagre carnavalesco de todos os tempos, Tícia, depois de ser inocentemente seduzida por um gringo, e sem nunca ter feito curso, passou a falar inglês fluente em apenas 2 dias de carnaval. E fez uso do vocabulário mais requintado para poder explicar pro bofe, que estava naqueles dias…

E também presenciei a tentativa vã de uma pobre nativa querendo beijar um curitibano. No maior fervo o Folião olhando, olhando, olhando… pra ela, sem tomar absolutamente nenhuma atitude. Antes mesmo de eu ver que ele estava com uma camiseta do Bar Jacobina, eu já  tinha identificado a naturalidade do Rapaz e fui avisando que ele não iria fazer nada mesmo, no máximo, quando ela estivesse indo embora ele iria segurar ela pelo braço e perguntar: “Já está indo?” (não é assim que funciona???).

Ela típica carioca, bonita, simpática, gostosona e com muita atitude, foi la. Puxou papo, dançou, mas o cara não fez NADA!!!! Ai ela desistiu.

E como eu já imaginava, quando saimos de lá ele veio atrás, passou por nós, procurando ela, mas obviamente ela já estava em outra. Com todo respeito aos meus conterrâneos de atitude, isso é uma curitbanice bem típica, não é Meninas??”

Mais carnaval...

Diretamente do Rio…

10 mar
Pessoal,
Escrevi um texto enorme, mas não sei onde ele foi parar.
Vou tentar descobrir como se faz para restaurar. Se não conseguir vou reescrever depois.
Por enquanto vocês vão ter que ficar só com a imagem. 😦

Olhem certificado que eu ganhei no bloco... uhuuuuuuuu!!