Feliz Páscoa!!

9 abr

Saudades Pessoal!!!

Ainda no espírito Pascal, vou contar uma história bem bonitinha de uma pequena Mévia de apenas 2 aninhos, que ao que tudo indica promete me dar muito material para o blog.

Mévia-Mãe ensinando para Mevinha sobre a onipresença de Cristo, explicou: “Filha, Jesus sempre está presente e está olhando tudo o que você faz.”

Meses depois dessa conversa a família ganhou um quadro com uma imagem de Jesus e a mãe decidiu pendurar o quadro numa parede da casa.

Mévinha ficou em silêncio acompanhando o procedimento de colocação do quadro na parede e assim que  os trabalhos foram concluídos, chegou bem pertinho da imagem, olhou bem séria para Jesus, apontou o dedinho indicador pra ele e ordenou: - “Jesus, pára de me olhar”!

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Hora do Almoço

13 fev

Feliz Ano Novo Galeraaaaaa!!!!!!!!!!

Esse ano está voando não é?

Parece que foi ontem que escrevi pela última vez e já estamos em fevereiro… SOS!!!!!

Acho que não sei mais escrever, perdi uma parte do meu senso de humor em algum lugar de 2011, está tudo diferente aqui nos bastidores do blog, não sei mais como as coisas funcionam (cadê o justificar???), mas preciso dividir com vocês um diálogo que ouvi esses dias.

Estava num restaurante perto do trabalho, esperando minhas “egrégias” amigas para almoçar, quando na mesa ao lado, quatro outras amigas malucas de mais ou menos 30 anos, estavam no maior papo sobre motel.

Não que eu tenha costume de ouvir a conversa alheia, mas como as amigas não estavam sendo nenhum pouco reservadas e o tema era um tanto instrutivo, fiquei atenta.

Tícia contava que gostava muito de ir a motéis e que quando era necessário, e  o macho não era tão alfa assim, arcava integralmente com os custos para ter uma boa pernoite. Dirigia até o local, pedia a suíte e ainda pagava a conta.

Não tinha nenhum problema com nada disso, mas contou que não gostava de dormir no local. Quando acabava o round falava para o parceiro: “Vai ter próxima ou vamos embora?”

Ai uma das amigas perguntou: “Ué, porque você não gosta de dormir no motel?”

Tícia: “Ai… eu não gosto de dormir com estranhos!”

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Nossa humilde homenagem ao WANDO!

Entrevista de Emprego de Arquiteta

11 dez

Em homenagem ao dia do Arquiteto vou contar essa que aconteceu comigo na minha última visita ao Rio no mês de setembro desse ano.

Era dia se semana, todos trabalhando e eu combinei de almoçar com minha amiga Mévia (que não via há mais de um ano), no centro do Rio.

Quase na hora do almoço, fato comum dos habitantes locais, Mévia me ligou para falar que estava bem atrasada e que certamente chegaria mais para o final da tarde.

Fui então matar meu tempo no Saara (equivalente a Rua 25 de março de São Paulo).

Atendendo todas as encomendas de bugigangas que me haviam sido feitas, me transformei num ser muambeiro carregando muuuitaasssss sacolinhas pretas que continham, uns 3 kg de elásticos de cabelo, tic-tacs, piranhas de cabelo, necessaire, rodinho de pia, bijouterias,  sombrinhas com foto do Cristo Redentor, enfim, todos esses itens de primeira necessidade que se compra em “avenidas comerciais” desse estilo.

Mais ou menos umas 5 horas da tarde Mévia chega no nosso ponto de encontro, próximo ao prédio onde ela tinha uma entrevista de emprego.

Mévia é arquiteta e apesar de ser linda também, não se parece nem um pouco comigo, é um pouco mais nova do que eu, mas em razão da minha carinha de baby, óbvio que nem parece.

Pausa para uma nota explicativa: Prezados Leitores, perdoem meu excesso de “falta de modéstia” na descrição comparativa das personagens, mas tudo isso faz parte do tratamento para os problemas psicológicos que esse fato me causou.

Apesar da fome, antes do nosso almoço, fomos para a entrevista de Mévia. Subi com ela no milionésimo andar do prédio e minha intenção era ficar esperando na recepção enquanto ela era entrevistada em algum lugar reservado do escritório de arquitetura.

Tocamos a campainha, abre uma Senhora arquiteta, que é a própria entrevistadora. E ao adentrar no local nos deparamos não com uma recepção, mas com a própria sala de reuniões, com uma mesa enorme cheia de cadeiras em volta.

Mévia se apresenta e em seguida me apresenta: “Essa é minha amiga Juliana.”

Eu percebo que a entrevista vai ser exatamente naquele local e peço licença para mim e para minhas 50 sacolinhas do Saara, para descer e esperar no hall do prédio. Mas a entrevistadora, praticamente me mandar ficar. Como sou obediente, fiquei.

Sentamos todas na mesa de reuniões (a entrevistadora, Mévia, eu e as 50 sacolas pretas) e enquanto Mévia era entrevistada eu só pensava se estava certo aquela sala de reuniões no lugar da recepção.

Imaginei Mévia trabalhando ali, fechando um contrato importante com um cliente VIP e o estagiário chegando no meio da reunião com uma caixa de esfihas do Habib’s, ou, pior, comendo um pacote de Cheetos Bolinha e infestando a sala de reuniões com cheiro de vômito…

Como não entendo nada de arquitetura, me recolhi na minha insignificância e fiquei ali tentando fazer cara de árvore para não atrapalhar minha amiga e certa de que devia haver uma entrada de serviços para o estagiário (podia ser uma escada pendurada para fora do prédio).

Entrevista concluída, pelo que senti arrasamos e a vaga certamente era nossa (naquele momento eu estava me sentindo uma equipe de arquitetas).

Fomos almoçar, as 5:30 da tarde, rimos muito da situação e ficamos aguardando o resultado da nossa entrevista.

Nunca ligaram pra Mévia, nem pra falar que ela não tinha sido aprovada, como haviam prometido.

Depois de um mês mais ou menos da data da entrevista, uma outra amiga nossa, que também é arquiteta e que trabalha com a dona do escritório onde Mévia fez a entrevista, ficou sabendo o porquê da não aprovação.

A Entrevistadora disse que não podia contratar Mévia porque ela tinha levado a MÃE para fazer entrevista com ela.

Mãeeeeeeeee?????????????????????????????????????!!!!!!!!!!!!!!!!

Só podia ter vindo mesmo de uma arquiteta que coloca a sala de reuniões no lugar da recepção…

Hoje Mévia trabalha num escritório que tem uma recepção espaçosa e muito bem decorada e uma sala de reuniões linda e reservada.

Não sei se Mévia me odeia, porque de certa forma a fiz perder aquele emprego, mas eu tenho minha consciência tranquila por ter impedido ela de sujar o currículo naquele escritório de ambientes equivocados.

Cobogós Chiquérrimos do Nobre e da Dani - interessados acessem: http://www.elementov.blogspot.com/

Kátia Flávia da Repartição

7 dez

Oi Pessoal!!!

Apesar de minha falta de disponibilidade de escrever aqui, no dia 05/11 comemoramos 1 ano de blog, com mais de DEZ MIL ACESSOS!!!!! EEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE!!!!!

Sei que não é um número alto de acessos para o mundo cibernético, mas o nosso blog é totalmente caseiro, não é atualizado com tanta frequência (vergonha!!!!)  e só os mais íntimos sabem que ele existe e aparecem por aqui. Por isso, mesmo assim, estou muito feliz com os nossos números, principalmente porque 10 mil é coisa do passado, atualmente já temos mais de ONZE MIL ACESSOS!!! :) :) :)

Pra comemorar, vou contar uma história que estava “começada” no meu arquivo há tempos, mas estava aguardando um momento especial para ser concluída e publicada.

Tícia, uma senhora casada, mãe de família, titular de um cargo público cobiçado de uma respeitável instituição pública do país, e para atiçar ainda mais o mal agouro das invejosas de plantão, por sorte do destino, Tícia nasceu linda e gostosona.

Embora tenho um corpo escultural, devido as formalidades do seu ambiente de trabalho, Tícia mantém em seu guarda roupa peças clássicas e na medida do bom gosto, recatadas.

Sexta-feira, “casual day”, Tícia resolveu colocar sua calça skinny, que embora pudesse tranquilamente entrar na classificação: “recatada”, para não marcar (e não “pagar cofrinho”), Tícia tinha que usar ela com uma calcinha bem pequena. E para essas ocasiões Tícia usava uma especial que havia ganhado do maridão: um indecente fio dental de cor pink.

Tícia havia provado a calça no dia anterior e guardou novamente na gaveta, mas naquele dia não achou a calcinha indecente que acompanhava o traje. Como representava “um quase nada”, Tícia decidiu que ela não faria falta e foi trabalhar com a calça sem a calcinha.

Não sei se todas as mulheres já tiveram uma experiência dessas, mas quando se sai sem calcinha, a mulher tem a sensação de que todos estão olhando e sabendo o que rola (o que não rola) por debaixo da roupa.

E com Tícia não foi diferente, durante o dia todo teve a sensação de que todo mundo olhava pra ela e sabiam que ela estava sem nada por baixo.

Mas tudo transcorreu bem, exceto pelo fato de que no meio da manhã teve a sensação de algo estranho tocando sua canela, algo tipo um rato. Olhou… não era nada… e ficou tudo bem.

Saindo para o almoço, Tícia caminhava faceira em direção ao carro pelo piso branco, recém reformado, da repartição pública onde trabalhava. E na direção oposta se aproxima um casal de idosos, que olhavam fixamente pra ela de forma estranha, segurando sacolas de mercado nas mãos.

Quando se aproximaram de Tícia, a Senhorinhaa derruba propositadamente uma das sacolas de mercado no chão e quando Tícia vira pra trás para ajudar, vê no meio do pátio branco, reluzindo, sua calcinha fio-dental pink.

A calcinha estava solta dentro da calça skinny (era o mesmo objeto que roçou a canela de Tícia durante a manhã) foi descendo pela perna. Tícia desfilou durante o trabalho com uma pedaço dela saindo por umas pernas por um bom tempo (daí o olhar do povo)  e bem no meio do pátio da repartição, no centro das câmeras de segurança, sob testemunha dos velhinhos, a calcinha caiu pra fora totalmente.

Tícia tentou voltar para pegá-la, mas o segurança da repartição foi mais rápido, surgiu do nada e resgatou a calcinha do meio do pátio.

Tícia correu para o estacionamento e ficou lá chorando e pensando nas possibilidades que poderiam estar acontecendo naquele momento, como de os seguranças estarem vendo as filmagens das câmeras de segurança para tentar descobrir a dona da calcinha. Só sossegou depois que conversou com a sua chefe, que garantiu no meio da crise de riso (enquanto Tícia ainda chorava), que as imagens das câmeras de segurança só são liberadas quando há indícios de crime.

Tícia passou os dias seguintes rezando pela paz no ambiente laboral, para que não acontecesse nada que justificasse a liberação das imagens das câmeras de segurança. E suas preces foram atendidas!

Passado o período de tensão, as colegas de trabalho de Tícia tomaram conhecimento do ocorrido e hoje ela é conhecida como a Kátia Flávia da Repartição.

Calcinha da Sorte

Como perder o Noivo na Lua de Mel

30 out

Gente, essa é muuuuito chique!

Minha amiga Caia, uma mulher moderna, profissional de sucesso, linda, requintada, foi passar a lua de mel com seu Noivo em Dubai.

De acordo com as regras de etiquetas para turistas em Dubai, Caia preparou suas malas com vestidinhos conservadores, não justos para não marcar o corpo, de cumprimento pouco abaixo do joelho e mangas que cobrem o ombro para não ferir os costumes muçulmanos (era desaconselhável, para mulheres usar calças e bermudas).

Quanto as vestimentas, até em então Caia não viu nenhum problema, mas quase teve um colapso nervoso, quando desembarcando no aeroporto de Dubai viu que no documento do seu visto de entrada no país, constava como sua ocupação: dona de casa.

Chegando lá, muito luxo, muito ouro… e no melhor estilo Sex and City II, durante a estada no local, o Casal tinha a sua disposição um MORDOMO e um MOTORISTA.

Embora chique, o Noivo era excêntrico e queria se inteirar do “modus vivendi” dos habitantes locais.

Apesar dos protestos de Caia, num dos passeios dispensaram o motorista e o taxi (que é muito barato lá), para fazer o percurso de metrô e ônibus, como bons nativos, dubaienses.

Os metrôs em Dubai, são atrações turísticas a parte. Ultra, mega modernos, construídos por um concessionária japonesa, têm vagões femininos, masculinos e mistos. Os dois entraram juntos num vagão misto e ao descer ainda tinham que pegar um ônibus.

Caia estava usando um de seus vestidinhos conservadores, deixou seus documentos no bolso do Noivo, não levou bolsa, apenas dinheiro e cartão que estavam na sua “money belt” (espécie pochete para carregar dinheiro), que estava por baixo do seu vestido.

No ônibus, há lugares separados para homens e mulheres, elas entram pela porta da frente e eles pela porta de trás.

Assim que chegou o ônibus Caia entrou pela porta da frente, distraída, olhando tudo com curiosidade. O Noivo entrou pela porta de trás e ao ler o letreiro se deu conta que estava no ônibus errado e desceu, Caia não viu.

Quando Caia encontrou um lugar e sentou, olhou para fora pela janela e viu seu Noivo na calçada fazendo sinais para ela descer. O ônibus estava arrancando e Caia precisava pagar para descer.

Caia ficou desesperada, não sabia se o crime de não pagar o ônibus equivalia ao roubo/furto, que era punido com o corte das mãos, mas sabia que se arriscasse pagar o ônibus, levantando seu vestido para pegar o dinheiro, certamente sairia de lá direto para o apedrejamento, deixando seu Noivo viúvo em plena lua de mel. Sendo que naquele momento o que ela mais queria era ficar viúva matando ele com as próprias mãos.

No seu desespero Caia foi falar com o motorista e ele acabou parando para ela descer.

O Noivo sobreviveu, mas naquele momento acabou para sempre a sua excentricidade, os passeios de ônibus foram vetados pelo bem do matrimônio.

*Caia (cedida do seu arquivo pessoal)

Axilas II – Comercial de TV

16 out

Pessoal,

Ainda sobre o tema anterior lembrei de um outro “ocorrido”.

Mévia, uma grávida lindíssima, foi chamada para fazer um comercial de TV.

Nem sabia do que se tratava, mas aceitou o convite de imediato pensando na fama, poder e glória de uma carreira no mundo da TV.

No dia marcado, chegou no local e se deparou com uma multidão de pessoas que também participariam do comercial. Descobriu que se tratava de uma propaganda sobre o Círio de Nazaré.

O Círio de Nazaré é uma manifestação católica, que acontece no Brasil, em Belém do Pará, no segundo domingo de outubro. Os fiéis fazem uma espécie de procissão e alguns carregam objetos fazendo pedido ou em agradecimento a alguma graça alcançada. (para maiores informações, por favor “googlem”)

O figurino de Mévia era um vestido longo de alcinha que destacava a sua barriguinha de grávida. E a função da sua personagem era andar na procissão segurando uma casinha na cabeça.

Demoraram muito tempo até arrumarem todos os aproximadamente 60 “peregrinos” com suas roupas e objetos que teriam que carregar.

Treinaram por diversas vezes, Mévia andando com a casinha na cabeça de um lado pra outro e lá se foi a manhã.

Sob o Sol escaldante da tarde iniciou-se a gravação.

No meio do trajeto a diretora do comercial começa a berrar: “-Pára! Pára! Pára!” Chama a maquiadora e dá as instruções.

Todos os 60 figurantes parados tentando saber o que estava errado, quando a maquiadora se dirige até Mévia e começa a maquiar suas axilas.

Mévia quis morrer naquele momento. Nunca soube o que estava errado com suas axilas, que ao contrário de Tícia do post anterior, sempre mantém sua depilação em dia e jura que sequer estava suada.

No comercial a personagem de Mévia apareceu por menos de 5 segundos e ela ganhou merreca depois de tanto trabalho e a vergonha de ter uma axila que precisa de maquiagem.

Desistiu pra sempre da carreira no mundo da TV e hoje é uma profissional bem sucedida em outro ramo.

foto tirada no banheiro feminino de um restaurante em Gramado

Nota Explicativa para os MENINOS leitores: Axila: é uma parte do corpo feminino que equivale ao correspondente “SOVACO” do corpo de vocês

Axilas

13 out

Queridos!!!

Faz tanto tempo que nem sei por onde começar…

Fiquei emocionada, por saber que mesmo eu não dando as caras por aqui há mais dois meses, todo mundo continuou acessando o BLOG. Obrigada Galera!! Espero que todos tenham colocado suas leituras em dia, fiz essa pequena pausa justamente pra isso. ;)

Pra recomeçar, vou contar uma história que resgatei hoje dos meus arquivos mais antigos e ri muito por lembrar desse fato que aconteceu há muito tempo, com 2 amigas minhas.

Caia e Tícia moravam em cidades distantes e combinaram de ir para praia num certo final de semana. Mulheres de negócios, sempre ocupadíssimas, tinham uma vida muito corrida.

Na sexta-feira, depois do trabalho, as duas foram direto para praia, pois a noite tinham combinado uma baladinha de rock imperdível.

Como Caia morava mais perto, chegou antes e aproveitou as horas restantes para fazer o seu dia de princesa. Fez banho de creme no cabelo, máscara para o rosto e depilação com seu aparelhinho do roll-on. Depois fez um mega sandubão e ficou pronta esperando Tícia chegar.

Tícia chegou quase meia noite, toda esbaforida, morrendo de fome e louca pra cair na balada. Enquanto Caia preparava um sandubão para ela, Tícia foi se preparar para o banho.

Durante os atos preparatórios para o banho Tícia se deu conta de que tinha esquecido da depilação que tinha marcado para depois do trabalho, onde iria arrancar os pelos das axilas que já estava cultivando por um tempo, só pra poder depilar com cera.

Berrou do banheiro chamando Caia para ela lhe emprestasse uma gilete, mas Caia não tinha.

Caia foi então buscar seu aparelhinho de roll-on.

Para que os leitores do sexo masculino, que não são muito familiarizados com o tema, possam entender cabe explicar que o aparelho de roll-on é um apetrecho elétrico onde você encaixa um “tubo” de cera fria. Ele derrete a cera e você vai passando na pele a ser depilada por meio de um rolo. Depois você cola um papel (próprio para isso) e puxa. Tira a cera, os pelos e algumas vezes a pele também.

Depois de tudo preparado, a cera já quente, Caia se deu conta de que os papeizinhos para arrancar a cera haviam acabado. Tícia entrou em desespero e disse que não ia mais sair. Pois só havia levado para a viagem blusinhas sem mangas e nenhuma delas iam cobrir os seus pêlos axilares.

Caia foi até o quarto, vasculhou, vasculhou e vasculhou e finalmente encontrou uns retalhos de um vestido de festa junina, bem coloridos e teve a brilhante ideia de usar os retalhos no lugar do papel para tirar a cera. Tícia topou.

Certa de que daria conta do trabalho, Tícia pediu para ser deixada sozinha na intimidade de seus pêlos.

Minutos depois estava berrando do banheiro pedindo o socorro da amiga.

Caia chegou la e viu a cena lamentável de Tícia com o braço erguido, as axilas numa cor misturada entre o roxo de hematomas e o azul do pano descolorido que fixou na pele, muita cera ainda grudada e um pedaço do pano que não descolava.

Com muito esforço e muito óleo pós depilatório, conseguiram tirar o pano e boa parte da cera, mas ficaram os roxos, o azul e a maior parte dos pêlos.

Muito inteligentes, mesmo após a tragédia ocorrida com a primeira axila, as duas amigas, em consenso fizeram o mesmo na outra. E é lógico, obtiveram o mesmo resultado: uma axila colorida e cheia pêlos.

Inconformadas, há 1:00 hora da manhã decidiram sair mesmo assim. Combinaram de pegar um taxi e parar na primeira farmácia que tivesse pelo caminho, para comprar uma gilete. A ideia era que Tícia iria se depilar no banheiro da balada, assim que chegasse.

Há 1:00 hora da manhã, obviamente, não encontraram nenhuma farmácia aberta no caminho. E aquelas alturas do campeonato não iriam mais desistir da balada.

Tícia vestida com uma regatinha, com as axilas machucadas, coloridas e peludas,  fez muito sucesso na balada, dançou e beijou um gatíssimo que conheceu naquela noite.

Foi maravilhoso, mas ele não ligou no dia seguinte…

Homenagem de Tícia ao Cristo Redentor - 80 anos de braços abertos

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